Mundo precisa dobrar produção de componentes para painéis FV até 2030, alerta IAE
O mundo precisará dobrar em menos de oito anos a sua capacidade atual de produção de componentes para painéis fotovoltaicos, como polissilício, wafers, células e módulos, para garantir o fornecimento de equipamentos e também atingir as metas globais de redução de CO₂.
É o que aponta um comunicado emitido nesta quinta-feira (07) pela IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês). Segundo o relatório, os países precisam começar a expandir a fabricação de painéis solares para além de suas bases atuais, que hoje encontram-se concentradas na China para atingir os objetivos mencionados.
De acordo com a Agência, as políticas industriais e de inovação chinesas focadas na expansão da produção e dos mercados de painéis solares ajudaram a energia solar a se tornar hoje uma tecnologia mais acessível para todos. No entanto, ressalta que essa expansão, levou a desequilíbrios nas cadeias de fornecimento em todo mundo.
“A capacidade global de fabricação de painéis solares saiu cada vez mais da Europa, Japão e Estados Unidos na última década para a China, que assumiu a liderança em investimento e inovação”, frisa o documento.
Por causa disso, a participação da China nos principais estágios de fabricação dos painéis solares excede hoje 80% para elementos-chave, incluindo polissilício e wafers. Isso, segundo o relatório, deve aumentar para mais de 95% nos próximos anos, com base na capacidade de fabricação atual em construção.